O que acontece com seu perfil
quando você morre?

Recebo hoje cedo na minha caixa de e-mails o artigo de um especialista em redes sociais explicando o que acontece com os nossos perfis quando morremos.

Eric Foutch é colunista da RedBranchMedia , mas o texto é muito claro, didático até (siga o link aqui).

Curiosamente, nas últimas semanas, alguns amigos morreram. Amigos de Facebook. Pessoas que eu não via há anos, mas cujas vidas a  gente vai acompanhando à distância, linkando memórias com as fotos atuais, com a chegada dos netos, com as separações, as férias, selfies felizes aqui e ali…

O que acontece com tudo isso de nós quando morremos? Fiquei me apavorando e imaginando todas as senhas, todos os perfis meus que andam pelas redes, o trabalhão que meus filhos vão ter para congelar ou apagar tantas adílias virtuais.

Um arquivo com todas as senhas ajuda.  (Já providenciei, duro é manter atualizado, que essas senhas precisam mudar toda hora!) Saber que toda essa informação é SUA, quer dizer, pertence a você no sentido mais amplo do termo, ajuda  a entender que, para as redes sociais mais populares do planeta, abrir informações de perfis é uma séria violação de privacidade. E, em geral, esse rigor deve ser acompanhado do calhamaço de burocracia correspondente. Nos Estados Unidos, o Facebook autoriza você a nomear um ‘herdeiro’ que pode ter acesso a sua conta. Mas a possibilidade não existe por aqui.

O Twitter deleta contas inativas há mais de 6 meses . No Pinterest  e no Linkedin seus dados não são nunca deletados a menos que alguém reporte formalmente sua morte.  No Google, se você digitar Inactive Account Manager, vai cair numa tela muito bem explicadinha onde pode determinar quem eles devem avisar caso percebam que sua conta não é usada há mais de 9 meses.  Acabei de fazer isso, sem traumas, sério!

No caso do Facebook, seu perfil pode virar um memorial. Basta alguém fazer uma requisição na própria ferramenta e enviar um documento que comprove o falecimento.

Aí fiquei pensando…quem sabe?  Ainda não decidi se pessoalmente eu gostaria, mas a ideia de que a família e os amigos consigam usufruir de um espaço para falar da pessoa querida que perderam, que os filhos e os netos possam acessar esses perfis e recuperar essas presenças por alguns momentos, que de vez em quando a gente use esses registros, fotos, reflexões para matar as saudades e que as timelines virem baús de memórias virtuais, parece tão confortadora!

Claro, esses perfis estarão abertos apenas para os amigos e você não vai receber uma sugestão de amizade ou ser lembrado do aniversário do morto querido. São delicadezas…

Está certo que já tem quem faça a conta de em quanto tempo o número de perfis de gente que morreu vai superar o número de vivos. (Adianto, se o Facebook parar de crescer, isso deve acontecer por volta de 2065!).

Mas talvez o dinamismo das redes encontre sua razão exatamente nisso. Ali estamos todos. Os de agora e os de antes.  Um pouco como olhar para o céu e ver o brilho de estrelas que já não existem há milênios…

Links para seguir…

What Happens to Your Social Media Accounts When You Die?
What Happens to Your Online Presence When You Die? Infográfico
Página do Inactive Account Manager do Google
Solicitação de memorial do Facebook

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