Hora de libertar-se de tudo que não precisa mais

Acumular objetos pode transformar-se em um problema à medida em que a gente envelhece. Desapegue-se.

Se você tem mais de 50, está cansado de ouvir: nesse nosso tempo, consumimos demais, acumulamos demais, criamos necessidades apenas para poder comprar/usar/desejar novos e diferentes objetos. O resultado é muita tranqueira e uma dificuldade cada vez maior de manter a casa (e a vida) organizadas.

Esses exageros de consumo podem ser prejudiciais em qualquer idade, mas para os mais velhos isso vira um problema ainda mais sério.

Imagine quanto já acumulamos em 60 anos! Memórias, heranças, nossos tesouros pessoais, vamos juntando tudo e em algum momento sobra bem pouco espaço para nós mesmos.

Um estudo da Universidade da Califórnia, conduzido pela pesquisadora Monika Eckfield, lança luzes preocupantes sobre a tendência a acumular objetos na velhice.

Segundo ela, a tendência a acumular objetos começa antes, na idade adulta, mas só piora com a idade, não só porque os objetos podem ir adquirindo tons mais nostálgicos e remetendo a memória e lembranças queridas, mas também porque chega um ponto em que não dá nem mais para saber o que fazer com tanta tralha.

No limite, o problema vira uma desordem psíquica cujo nome já assusta: silogomania. Um transtorno que afeta de 2 a 5 % da população, de acordo com o mesmo estudo e que acaba sendo uma barreira para uma vida normal porque vai se associando a outras síndromes.

Depois dos 50, as mudanças são comuns, seja para tornar a vida mais simples, seja para ficar mais perto da família, seja por pura diversão e desejo de ‘virar a página’,

Imagine se você precisar mudar para um apartamento ou uma casa menor, o que vai fazer com tanta coisa? Está na hora de fazer uma faxina geral na sua vida, jogar fora o que não serve mais e guardar apenas os objetos que nos lembram de bons momentos.

Esse é o conselho de Marie Kondo, autora do livro que virou um best-seller planetário, A Mágica da Arrumação, a arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida.

A autora, que é consultora em Tóquio, uma cidade onde os espaços são preciosos, tornou-se um guru da organização aos 30 anos. Seu método baseia-se em um mantra: jogue fora tudo que não fizer você sorrir. Parece fácil demais? Mas é transformador olhar para todas os nossos objetos sob esse ponto de vista. Você com certeza vai descobrir coisas sobre si mesmo que nunca imaginou!

Na prática, Marie Kondo ensina a pegar os objetos um por um (atenção, é um por um mesmo!) e perguntar: isso me traz alegria? Se a resposta for sim, guarde, Se for não, jogue fora. Sem dó!

A dra. Monika dá ainda outras dicas para lidar com aspectos mais emocionais e ajudar você a desapegar:

  1. Peça ajuda. Chame um amigo ou alguém da família e compartilhe sua ideia. É bom ter companhia nessa hora. E um pouco de estímulo ajuda.

  2. Como começar. Marie Kondo sugere que as faxinas sejam feitas por tipo de item. Só as roupas, só os livros, só os utensílios de cozinha e por aí vai.

  3. Vá com calma com as lembranças, ensina a dra. Monika. Os últimos itens que você deve “atacar” na sua faxina são as lembranças, souvenirs, caixas de fotografias. E aproxime-se deles com respeito. Sabendo que nem sempre é fácil e que ninguém tem que se livrar de todas as suas lembranças em algumas horas.

Lembre-se, toda essa ideia de diminuir a tranqueira deve fazer você se sentir bem. Mais leve, mais livre.

Marie Kondo tem razão: depois dos 50 (e mesmo antes) só devemos carregar o que nos torna felizes.

Esse artigo foi criado pela equipe do Fifties+ e publicado originalmente no site Senior Social 

Senior Social

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