O Oscar 2015 e as vitórias para os 50+ - adília belotti - o melhor dos 50 - fifties mais

O Oscar 2015 e as vitórias para os 50+

Na noite de domingo, 22 de fevereiro, o mundo conheceu os vencedores do Oscar de 2015, naquela, que foi considerada por muitos, uma das mais tediosas premiações de todos os tempos, cheia de piadas ruins e apresentadores sem sal.

Mas, assim como já havia sido antecipado no Golden Globe em janeiro, quem deu show na principal cerimônia do cinema hollywoodiano foram os discursos militantes, em geral defendendo o direito de minorias. Patricia Arquette, que  no Golden Globe já havia ressaltado a importância de valorizar as trajetórias de mães solteiras, aspecto retratado em seu papel no filme Boyhood, no Oscar optou por convocar a plateia a juntar-se em sua luta por salários e condições de trabalho iguais para homens e mulheres. John Legend, para  fazer coro aos grandes discursos, nos lembrou da grande população negra no sistema carcerário americano ao aceitar a estatueta de Melhor Tema Original recebida por sua canção Glory, parte da trilha sonora do filme Selma. E Graham Moore  trouxe a tona o tema dos jovens que cometem suicídio , ao assumir publicamente sua própria tentativa de tirar sua vida quando tinha 16 anos, em seu discurso de aceitação do prêmio de Melhor Roteiro Original pelo filme Jogos da Imitação, que conta a história do matemático inglês Allan Touring, que cometeu suicídio aos 41 anos.

No quesito discurso, no entanto, os grandes vencedores vieram dos 50+.

Durante os Golden Globes, Julianne Moore (54) já havia saído vitorio sa por sua atuação em Still Alice e, em seu discurso, ressaltou a importância de filmes que dão visibilidade às histórias de mulheres com mais de cinquenta anos. No Oscar ela novamente levou um dos grandes prêmios da noite, Melhor Atriz, pela sua atuação no mesmo filme, que fala da trajetória de uma mulher que sofre de Alzheimer, e utilizou seu discurso para chamar atenção para os pacientes com a doença que passam não apenas por uma deterioração física, mas sofrem de profundo isolamento e solidão.

JK Simmons (60) ganhou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em Whiplash e lembrou aos filhos do mundo inteiro que é sempre bom telefonar para seus pais de vez em quando . Telefonar, observem, não mandar mensagens ou sms pelo celular

Outra ideia vitoriosa veio através do jovem Eddie Redmayne (33), que interpretou o físico Stephen Hawking (76) no filme A Teoria de Tudo. Ao aceitar o Oscar de Melhor Ator, Redmayne lembrou que quem realmente ganhou com o prêmio foram aqueles que sofrem de ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica, doença degenerativa que afeta sobretudo pessoas na faixa dos 50 a 60 anos.

 

Pra saber mais sobre a festa, você também pode dar uma olhadinha nesta seleção dos melhores looks das celebridades com mais de 50 que participaram da festa.

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