Quer dormir melhor?

Dizem que você precisa de menos sono à medida em que envelhece.

Pesquisas recentes, no entanto, avaliam que não é bem assim. Os maiores de 50 precisam das mesmas horas de sono, de 7 a 9 horas por noite. O que acontece então? Um extenso estudo realizado entre homens e mulheres de mais de 65 anos pela Fundação Nacional do Sono dos EUA revelou que nesta faixa etária mudanças acontecem no padrão do sono, o que os especialistas chamam de ‘arquitetura do sono’. Na prática, significa ter sono mais cedo e acordar mais cedo também. Isso afetaria 64% dos idosos, segundo os pesquisadores. Ou seja, depois dos 65, existem grandes chances de você, que antes era um notívago convicto, tornar-se um madrugador.

Além dessa mudança de padrão, os idosos também podem sofrer com insônia. Ao contrário do que pode parecer, no entanto, a causa nem sempre é a idade, mas pode estar relacionada a medicamentos ou a outros problemas, como distúrbios gastrointestinais ou respiratórios, por exemplo.

Como regra geral, a primeira providência se o sono começar a ser um problema é procurar o médico para entender as causas. Mas nem toda falta de sono tem razões médicas. Muitas vezes, algumas pequenas mudanças podem fazer toda a diferença.

Os alimentos que você costuma comer à noite, por exemplo, podem afetar seu sono.

Um jantar mais leve é um conselho de avó que funciona. O corpo vai se preparando para o repouso no final do dia. A produção de melatonina (hormônio do sono) aumenta, os processos fisiológicos ficam menos acelerados. É como se realmente seu organismo entendesse que está na hora de se aquietar para dormir. Além de leve, esse jantar deve ser cedo. Idealmente, 2 a 3 horas antes de ir para a cama para dar tempo para fazer a digestão.

E o que incluir nessa refeição? Comidas pesadas ou gordurosas, doces e álcool em excesso são considerados vilões das boas noites de sono. De modo geral, evite os carboidratos refinados, como pão e arroz brancos, massas produzidas com farinha refinada, biscoitos, bolachas. Sim, uma pena, porque são práticos, mas provocam um aumento de açúcar na corrente sanguínea, o que libera energia e não combina com o estado de relaxamento que você precisa para descansar. Troque por saladas e, se não aguentar ficar sem carboidratos, prefira os grãos integrais que liberam açúcar mais devagar.

Bebidas alcoólicas também devem ser consumidas com moderação, sobretudo na hora do jantar. Apesar da sonolência, o sono de quem ingere álcool em excesso é de má qualidade, fragmentado e a pessoa ronca mais, o que impede o verdadeiro repouso, ou seja, no dia seguinte, você vai continuar exausto!  Uma taça de vinho é considerado um consumo moderado.

As carnes vermelhas entram na lista porque exigem demais do organismo para serem digeridas. A sensação de estômago pesado não favorece uma boa noite de sono. Prefira peixes, aves, frutos do mar, pratos vegetarianos. O mesmo raciocínio vale para comidas gordurosas, frituras, fast foods, embutidos, todos de digestão mais difícil.

E finalmente, a cafeína, presente nos refrigerantes à base de cola, no chá preto, no chá verde e no mate e no cafezinho. A substância demora apenas 20 minutos para ativar o sistema nervoso e aumentar a liberação de dopamina, precursor da adrenalina e noradrenalina. O resultado é uma verdadeira ‘injeção’ de ânimo. E quem vai conseguir dormir depois?

Esse artigo foi criado pela equipe do Fifties+ e publicado originalmente no site Senior Social 

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