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#poemaemprosa
Valsa de Rimas Inconstantes
de Luciano de Castro

Por vezes me pego meio assim-assim. Não querer falar, nem ler o pasquim.  Não quero escutar nem Gabi Melim. Não quer cheirar nem flor de jasmim. Chego a renunciar uma mesa de bar na Gal San Martín.

Martin ou Martan? Sei lá! A vida é tão vã, uma grandeza chã, uma febre terçã, uma zanga de Tupã. Eu que nem tenho Instagram. Queria mesmo era possuir o brilho de aldebarã e os poderes de Orion.

Ah, isso é bom, o samba do Tom: andar pela praia até o Leblon. De noite, o neon. Abusar do condom. Pardon, mademoiselle, pardon. Eu vou te beijar e gastar teu baton. No meu Armagedom, hoje eu sou Jason e não temo a Medeia.    

Devagar com o andor, ó gente caldeia. A vida é batalha, mas não epopeia. É preciso, às vezes, ficar de alcateia. Nem tudo é tão belo como a flor da azaleia. Há que encenar a peça, mesmo sem a plateia. Tempus regit actum.

Hum, chega de complicar. Quero a vida comum. Sem enfeite nenhum. Feito canto de anum. Carne com jerimum. Sorvete é de passas ao rum, mas se lá não tiver, pode ser qualquer um. No mais é esperar esse tempo passar vendo as fotos no álbum.

4 comentários

  1. Que delícia! Que prazer você me proporcionou Luciano, nem imagina! Adorei. Parece um mágico fazendo encantamentos na minha frente, encantando a plateia, de boca aberta.

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